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Crônicas

Devaneios Saturnianos: Um instrumento a se transformar

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Instrumento_a_se_transformarOs acordes de minha alma soavam agitados naqueles últimos tempos, nestes últimos tempos. Quanto tempo? Já não sei! Isso me deixa elétrico como uma guitarra algumas vezes, trágico e tristonho como um clássico violino outras, entretanto sempre agitado.

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Contos de DreamLand: Fênix da Galiléia

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DarkFenixO silêncio quebrava-se com o estalar de asas de fogo da Fênix, o pássaro eterno que insistia em renascer a cada instante. Aquela linha de fogo acabará de atravessar os limites da matéria.

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2014 é nosso! Se o técnico não se chamar Dunga.Crônica de Chérri Filho.

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untitledUm dos maiores fiascos em futebol, foi esse time escalado por uma comissão técnica,
extremamente vaidosa,incompetente e ditatorial.Nunca pude entender a CBF contratar tais pessoas para comandar o maior sonho do povo brasileiro. Não digo isso porque perdemos a de 2010,pois tenho falado
desde quando esses homens  assumiram tal função.

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Contos da Floresta: RELATO EM 3677

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futuro3677, tudo mudou! Mudou tanto que não é mais possível reconhecer. Não poderia ser chamado de novo mundo, nem de nova era, mas sim, a verdadeira realidade.

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Crônicas de Arnaldo Jabor

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Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Arnaldo Jabor

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