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Advogado admite caixa dois do PP e diz que MP deixou de denunciar 17 nomes

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8ago2012---ministros-prestam-atencao-na-defesa-do-ex-diretor-do-banco-rural-vinicius-samarane-durante-o-quinto-dia-do-julgamento-do-mensalao-no-plenario-do-supremo-tribunal-federal-stf-1344453659469_300x100
O advogado Marcelo Leal de Lima Oliveira, defensor do ex-deputado Pedro Corrêa, do Partido Progressista (PP), afirmou, durante julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília, que a legenda recebeu recursos não declarados do PT, levantados junto às empresas Bônus Banval e Natimar, para ajudar na campanha eleitoral da sigla em 2004 --prática conhecida como caixa dois-- e para pagar um advogado que defendia o ex-deputado do partido.

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O julgamento do mensalão no STF

Foto 200 de 200 - 2.ago.2012 - Márcio Thomaz Bastos, advogado do ex-dirigente do Banco Rural José Roberto Salgado, pediu a palavra logo no início da julgamento para solicitar o desmembramento do processo. Os 11 ministros votaram a questão e negaram o desmembramento e redistribuição dos processos. O julgamento no STF continua Roberto Jayme/UOL
Oliveira diz que as siglas estavam costurando um acordo para o pleito de 2004 e nega que tenha havido a compra do parlamentares, prática que emprestou o nome "mensalão" ao escândalo. "Todas as testemunhas citadas pelo MP e pela defesa dizem que os recursos não foram para a compra de apoio", afirmou. "O que dizem as testemunhas, os recebedores? Todos confirmaram que os recursos eram para campanha política."

Quando escândalo emergiu, Corrêa era presidente do PP e estava em seu sexto mandato. Acabou sendo cassado em 2006. Segundo a denúncia, ele também ajudou a negociar repasses para o partido e de usar a Bônus Banval para a distribuir o dinheiro.

O pepista admitiu ter recebido R$ 700 mil, mas disse que a quantia seria para pagar o advogado do ex-deputado Ronivon Santiago. Ele é acusado dos crimes de lavagem ou ocultação de dinheiro e corrupção passiva.

POR DENTRO DO MENSALÃO

Conheça os acusados

Entenda o mensalão

Crimes cometidos

O julgamento
O defensor também criticou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF). "Tem sido cômodo para a acusação, que aproveita trechos da palavra de corréus quando interessa, quando não interessa eles são esquecidos", disse. Segundo ele, se o MP estendesse os mesmos critérios que utilizou para denunciar os 38 réus para outros citados nas investigações, deveria ter pedido a condenação de mais 17 pessoas que receberam dinheiro de Marcos Valério.

Oliveira afirma que o acusado não conhecia a corretora Bônus Banval e que a denúncia não cita nenhum ilícito cometido por Corrêa. Segundo o advogado, as acusações recaem sobre José Janene, ex-presidente da sigla, morto em 2010, e não há nada contra o seu cliente, que assumiu a presidência da legenda no lugar de Janene.

"A acusação disse que Janene foi responsável pela apresentação de Marcos Valério a personagens do PP. Nenhuma linha de Pedro Corrêa", afirmou.

No início de sua sustentação, o advogado citou a obra "O pêndulo de Foucault", do semiólogo italiano Umberto Eco, ao dizer que a denúncia do MPF é como um espelho côncavo, que distorce o objeto denunciado.

Henrique Pizzolato
O advogado Marthius Sávio Cavalcante Lobato, que defende o réu Henrique Pizzolato, integrante do PT e ex-diretor do Banco do Brasil, afirmou nesta quinta-feira que os repasses do banco para a agência DNA, de Marcos Valério, foram legais. O defensor qualificou a denúncia da Procuradoria Geral da República de "ilusionismo jurídico."