Homossexualidade feminina. O tema é cercado de tabus, o que é muito ruim para as mulheres, lésbicas ou bissexuais, que ficam assim privadas até mesmo de assistência médico e psicosocial. Um estudo canadense procurou estimar o número de mulheres, segundo a orientação sexual, bem como avaliar a associação da opção sexual com saúde fÃsica, mental e comportamentos de risco.
        Resultado, nesta amostra de mais de 135 mil participantes, 354 mulheres se declararam lésbicas e 424 bissexuais. Mais de 60 mil disseram ser heterossexuais. Quanto á saúde, bissexuais tinham pior saúde fÃsica e mental, mais ansiedade e depressão, mais episódios de DST e principalmente, mais tendência ao suicÃdio. Quanto a pensar em cometer suicÃdio alguma vez na vida, o risco da bissexuais e das lésbicas na comparação com heterossexuais foi de 6 e 4 vezes, respectivamente. Quantos aos comportamentos, lésbicas e bissexuais bebem e fumam mais do que heterossexuais.
       Os autores da pesquisa reconhecem algumas limitações do estudo. A definição da identidade sexual foi baseada em questionário, aplicado numa só ocasião. Assim as mulheres homossexuais poderiam mudar de opção sexual no futuro, o que eles mesmo consideram pouco provável. Por outro lado, elas podem não ter assumido a homossexualidade ou bissexualidade, por vergonha ou outros motivos pessoais, o que os autores consideram bem provável. Neste caso a porcentagem de mulheres não heterossexuais seria ainda maior.
        Mas como se observa não é fácil para elas não poderem assumir aquilo que elas não vão nunca abandonar. (Steele et al.Women's sexual orientation and health: results from a Canadian Population-Based Survey. Women & Health, 49:353–367, 2009)
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